DOSSIER RITE OF DECAY




RITE OF DECAY
de Joana Castro





SINOPSE
RITE OF DECAY é descrente e solitário.
A destruição de crenças, de poder, de amor, onde o corpo se cinge à sua própria insignificância, tornando-se matéria que sem alma se entrega à gravidade em direção à decomposição e à poeira.
Um último discurso, onde a morte antes de morrer se transforma num lugar de lamento. A gestão de um corpo em decadência, que se expõe, que falha, onde o tudo e o nada, a persistência e a renúncia, a presença e a ausência, o equilíbrio e a queda se defrontam na tentativa de reconciliação com o fim. O fim do mundo como uma metáfora para nossa própria degradação.



O PROJETO
O que significa existir aqui? E ali? E noutros contextos de aprisionamento? Como refletir sobre a morte enquanto transformação?
Este projeto assenta na construção de uma reflexão sobre a morte, o fim. O fim de uma era de compromissos. A morte do sentido, do apego pela matéria e por ideias de amor.
A poética das influências, o mundo ocidental carregado de metáforas, o anúncio do fim de uma era, a reformulação de construções, de definições, a recontextualização das formas. O mundo a exigir existências, a impor restruturações. O global enquanto rizoma de conquistas, a necessidade de fixar o que já não está como input para participar num novo conjunto de regras por conquistar. Impõe-se a reconstrução a partir de um luto, de uma metamorfose no aqui e agora.


RITE OF DECAY surge como consequência do meu último projeto a solo SU8MARINO. Uma performance que (des)(re)constrói o corpo e o espaço a partir de ideias como identidade, poder e território, presentes no conceito de Desterritorialização de Deleuze, onde o corpo e a luz mergulham juntos num espaço de diversas texturas, emergindo em outras formas, criando assim novas possibilidades de existência.

RITE OF DECAY é uma performance sonora, onde a performer, agora desdobrada em duas, vão paulatinamente habitando o espaço com os seus corpos e fluídos, e seus sons amplificados, que ora identificados como respirações, ora ruídos poluídos e caóticos, camuflados num espaço preto. O preto como manto, como leito de morte e regeneração, onde os corpos de anulam e transformam, marcando presença na sua própria ausência e vice-versa.

Esta peça explora ideias como a morte, a perda, o suicídio, a solidão, a falha, a decadência, os apocalipses e abismos do ser, como projeção das suas internas catástrofes. A decomposição dos corpos, do próprio movimento, levado a um estado limite, deformando-se, desconstruindo-se, arruinando-se, redescobrindo assim um novo corpo identitário.


FICHA ARTÍSTICA
Conceção, criação coreográfica e cénica_ Joana Castro
Som ao vivo e interpretação_ Diana Combo e Joana Castro
Desenho de luz_ Carin Geada
Figurinos_ Silvana Ivaldi
Texto e documentação_ Joana Castro
Aconselhamento artístico_ Maurícia | Neves
Agradecimentos_ Renata Portas
Apoios à criação e residências artísticas_ New Dance Alliance, O Espaço do Tempo, Espaço Instável, Rua das Gaivotas 6, Armazém 22, DeVIR CAPa, Cultura em Expansão | Câmara Municipal do Porto, O Rumo do Fumo, Lake Studios e Nome Próprio

Co-Produção_ Centro Cultural Vila Flor e Cultura em Expansão | Câmara Municipal do Porto

Estreia_ GUIdance 2020





BIOGRAFIA

JOANA CASTRO (1988, Porto)
Finalizou os seus estudos em dança no Balleteatro Escola Profissional em 2006, frequentou o curso PEPCC (Programa de Estudo, Pesquisa e Criação Coreográfica) no Fórum Dança em 2008, foi bolseira do Núcleo de Experimentação Coreográfica em 2009, em 2013 participa no DanceWeb Schoolarship Programme do Festival Impulstanz, em Vienna e em 2016/17 feequenta a pós-graduação de especialização em performance na Faculdade de Belas Artes do Porto.
Como colaboradora e/ou performer trabalhou com Né Barros, Victor Hugo Pontes, Ana Borralho e João Galante, Flávio Rodrigues, Joana Providência, Joclécio Azevedo, Carlota Lagido, Maurícia | Neves, Mariana Tengner Barros, entre outros.
Desde 2009 que desenvolve o seu próprio trabalho coreográfico, tendo nos últimos três anos vindo a desenvolver uma pesquisa mais ligada à performance e ao som, apresentando as suas obras entre Portugal, França, Bélgica e Alemanha.
Em 2012 representa Portugal nos encontros Les Repérages/Danse à Lille e com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian integra a residência coreográfica Correios em Movimento/Dança em Trânsito no Rio de Janeiro.
Atualmente em digressão com o seu projeto a solo SU8MARINO, a desenvolver o projeto and STILL we MOVE em colaboração com Maurícia | Neves a estrear em 2020 e em criação do seu novo projeto RITE OF DECAY a estrear no início de 2020 no Festival GuiDance.




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