ANGELS





O homem está condenado a ser livre, pois lançado no mundo é responsável por tudo o que faz”. 
Jean-Paul Sartre


Se a dança fosse uma figura seria a de um anjo, não no sentido concreto, mas referimo-nos à sua densidade, por conter múltiplos significados e pela inexistência de género.
Partimos do principio que a dança é um ponto cru, nu, vazio, vago e nuclear.
Interessa-nos compor propostas coreográficas: danças que exijam uma reflexão sobre a estética da própria dança. A dança em si e por si.
É importante não confundir com fluidez e a recusa à não significação do material, mas simplesmente encontrar uma resposta, deixá-la surgir e agarrá-la sem medo.
A dança é um recomeço, uma reconstrução, um novo império. Acreditamos que as metáforas aqui funcionam como soluções para permitir a liberdade.
Afinal os anjos voam.

Concepção, direcção e banda sonora: Joana Castro e Flávio Rodrigues
Interpretação: Alunos do 2º ano de dança do Balleteatro