TUDO ESTÁ MORTO ENQUANTO VIVE de Joana Castro e Joana Providência



Arrojado e boémio, Egon Schiele é uma figura de destaque do Expressionismo alemão. Os seus desenhos de corpos expressam erotismo através de figuras grotescas e linhas agressivas: corpos torcidos, deformados, desafiando as noções convencionais de beleza. Em muitos dos seus trabalhos, Schiele utilizava ângulos vistos de cima, onde os corpos, desprovidos de segundo plano, ganhavam protagonismo, como se de presas se tratassem. Por vezes usava motivos tradicionais, dando às suas imagens mais pessoais um significado alegórico que nos remete para a condição humana.
“A arte não pode ser moderna. A arte é primordialmente eterna”
Tudo está morto enquanto vive – célebre frase de Egon Schiele – é o título deste projecto, que tem este universo não como ponto de chegada, mas sim como ponto de partida. Pretendemos colocar estes corpos a nu, deixando-os moldarem-se pelos movimentos, posturas e sensações presentes nos quadros, questionando as suas potencialidades enquanto suporte de uma expressividade. Interessa-nos levá-los para um novo lugar, onde num único e imenso corpo, as linhas ganham formas, e as formas novos sentidos e interpretações. Trabalhamos segredos, construímos partituras coreográficas, e potenciamos relações de corpos que nos falam numa língua muda mas cheia de palavras interiores.
Este projecto é uma colaboração de Joana Providência e Joana Castro, onde duas maneiras de pensar e fazer dança se cruzam e encontram um novo olhar.


Direcção → Joana Castro e Joana Providência
Interpretação → Ana Isabel Freitas, Daniel Amado, Daniela Araújo Braga, Joana Mont’ Alverne, Joana Pereira, Maria João Calisto, Maria López, Miguel Lopes Rodrigues, Orlando Gilberto-Castro, Raquel Chaves, Rita Marques, Rosa Bessa, Rui Guimarães, Sara Nogueira, Sara Oliveira e Tiago Carvalho
Figurinos → Carolina Sousa
Cenografia → Cristóvão Neto
Desenho de Luz → Cárin Geada
Música → Fábio Ferreira
Oficina de Escrita para Cena → Zeferino Mota
Design → Nuno Matos
Apoio técnico → Eduardo Brandão
Produção Executiva → Ema Santa-Bárbara
Apoio → Universidade do Porto, Fundação Calouste Gulbenkian