COPPIA de Victor Hugo Pontes



COPPIA nasce do convite feito pelo Centro Cultural de Belém a Manuela Azevedo, concedendo-lhe Carta Branca para a construção de um espetáculo. Na procura do conceito-mãe para o projeto, descobre a palavra italiana “coppia”, que logo a seduziu pelo seu potencial semântico e simbólico. “Coppia” significa parelha, dupla, casal, par. E se, quase imediatamente, esta palavra remete para a ideia de casal amoroso (não fosse a origem desta palavra a mesma que a palavra “cópula”), cabem aqui também outras parelhas – profissionais, artísticas, familiares... E há ainda a associação gráfica evidente de “coppia” com a palavra portuguesa “cópia” e os seus significados – réplica, reflexo, repetição. A ideia de explorar todas estas possibilidades de expressão e de o fazer tendo as canções como ponto de partida passou a ser a ideia central da construção do espetáculo. Para a criação conjunta deste projeto, desafiou uma dupla de antigos cúmplices – Hélder Gonçalves, a quem cabe a direção musical e Victor Hugo Pontes, responsável pela direção cénica e cenografia. E, assim (em trio, mas sempre a par), se foi desenhando COPPIA – uma viagem pelo que, em todos nós, só faz sentido a dois.


Co-criação → Manuela Azevedo, Hélder Gonçalves, Victor Hugo Pontes
Direcção musical → Hélder Gonçalves
Direcção cénica e coreográfica → Victor Hugo Pontes
Interpretação → Hélder Gonçalves, Joana Castro, Manuela Azevedo, Valter Fernandes
Direção técnica → Wilma Moutinho
Desenho de luz → Nuno Meira
Operação de luz → Ricardo Santos
Desenho de som → Nelson Carvalho
Textos → Carlos Tê
Registo video → Eva Ângelo
Direção de produção → Joana Ventura